Seminário 07 (Silvia e Artinésio): Uma perspectiva sociocultural na formação de professores de Línguas
Umas das ideias levantadas pela leitura e pela apresentação dos capítulos 5, 6, 7 e 8 de Karen Johnson destaca a sala de aula como um contexto de ensino e apredizagem do professor. Parte-se do pressuposto de que a participação do professor (reflexão crítica e consciente de sua efetiva prática em sala de aula), juntamente com as particularidades do contexto em que tal professor atua são essenciais para seu desenvolvimento profissional. Isso porque, como afirma a autora, deve haver a busca de um "pensamento conceitual", de uma nova forma de atividade intelectual, uma vez que a meta da formação de professores deve ser a de ir além de conceitos cotidianos. Assim, deve haver a busca de conceitos científicos formulados pela comunidade discursiva profissional, ou seja, deve-se almejar a dialética entre conceitos cotidianos e científicos.
Compreende-se que, explorando a prática em relação ao contexto em que atua como profissional, o professor poderá refletir sobre porque uma atividade (ou aula) tão bem preparada por ele não obteve o efeito esperado, por exemplo; Além disso, permite-lhe conscientizar-se de que muitas vezes o fato de estar uma aula preparada, não significa exatamente que ela esteja planejada de acordo com as necessidades inerentes ao contexto de ensino e aos alunos que o compõem. Isso porque, segundo a autora "desde uma perspectiva sociocultural, o que um aprendiz pode fazer é ao menos em parte determinado pelas circunstâncias particulares nas quais a aprendizagem ocorre e pelas contribuições de outras pessoas envolvidas" (p. 70). Assim, o professor poderia entender a sala de aula como uma atividade social específica, que tem o potencial de criar oportunidades variadas, consoante ao contexto e à ação, às fontes e recursos utilizados .
Segundo Jonhson (2009), ao se pensar numa perspectiva sociocultural para a educação ou para o ensino, não basta simplesmente embasar-se em abordagens que se focam só no professor, ou só no aluno, ou em ambos, mas sim no tipo e qualidade de atividades em que o professor e aluno estarão engajados juntos, numa aprendizagem interacional e dialógica no contexto formal de ensino. Entretanto, o conhecimento não é algo a ser transmitido pelo professor de forma passiva e compartimentalizada, mas sim, construído a partir de esforços mutuos entre os envolvidos (professor e professor-aluno), em que a autora denomina como uma aprendizagem através de "andaimes"(Scaffolded learning), sendo que esse tipo de ensino-aprendizagem se diferencia dos demais, principalmente, por se caracterizar por uma forma de ensino que modifica o cognitivo do aprendiz. Isso a torna, então, diferente da abordagem caracterizada como "perfomance assistida" ou treinamento de professores que atua exclusivamente em suas ações. Em outras palavras, podemos afirmar que a aprendizagem através de "andaimes" envolve contribuições e descobertas feitas pelos alunos, bem como a ajuda de um colaborador ou professor.
Assim, no texto de Johnson (2009), encontramos uma discussão sobre o papel da mediação dialógica no ensino, aprendizagem e desenvolvimento, e, também, uma análise sobre a qualidade e o caráter da interação entre professores e alunos como meios mediadores que promovem a aprendizagem em andaimes ("performance assistida"), com vista à criação de um potencial para o desenvolvimento cognitivo.
Na perspectiva sociocultural, a formação é caracterizada como um processo cíclico, de longo prazo, de mediação dialógica, na qual os conceitos comuns do dia-a-dia do aluno tornam-se explícitos e podem ser refletidos, e os conceitos científicos são introduzidos, experimentados, e usados em várias atividades, com o objetivo final de promover as habilidades cognitivas do aluno, para que possam atingir as metas ou resolver problemas por conta própria. Portanto, a intenção é fazer com que o aluno seja capaz de encontrar soluções dos problemas a partir dos seus próprios caminhos.
Seminário 07 (Silvia e Artinésio): Uma perspectiva sociocultural na formação de professores de Línguas
Umas das ideias levantadas pela leitura e pela apresentação dos capítulos 5, 6, 7 e 8 de Karen Johnson destaca a sala de aula como um contexto de ensino e apredizagem do professor. Parte-se do pressuposto de que a participação do professor (reflexão crítica e consciente de sua efetiva prática em sala de aula), juntamente com as particularidades do contexto em que tal professor atua são essenciais para seu desenvolvimento profissional. Isso porque, como afirma a autora, deve haver a busca de um "pensamento conceitual", de uma nova forma de atividade intelectual, uma vez que a meta da formação de professores deve ser a de ir além de conceitos cotidianos. Assim, deve haver a busca de conceitos científicos formulados pela comunidade discursiva profissional, ou seja, deve-se almejar a dialética entre conceitos cotidianos e científicos.
Compreende-se que, explorando a prática em relação ao contexto em que atua como profissional, o professor poderá refletir sobre porque uma atividade (ou aula) tão bem preparada por ele não obteve o efeito esperado, por exemplo; Além disso, permite-lhe conscientizar-se de que muitas vezes o fato de estar uma aula preparada, não significa exatamente que ela esteja planejada de acordo com as necessidades inerentes ao contexto de ensino e aos alunos que o compõem. Isso porque, segundo a autora "desde uma perspectiva sociocultural, o que um aprendiz pode fazer é ao menos em parte determinado pelas circunstâncias particulares nas quais a aprendizagem ocorre e pelas contribuições de outras pessoas envolvidas" (p. 70). Assim, o professor poderia entender a sala de aula como uma atividade social específica, que tem o potencial de criar oportunidades variadas, consoante ao contexto e à ação, às fontes e recursos utilizados .
Segundo Jonhson (2009), ao se pensar numa perspectiva sociocultural para a educação ou para o ensino, não basta simplesmente embasar-se em abordagens que se focam só no professor, ou só no aluno, ou em ambos, mas sim no tipo e qualidade de atividades em que o professor e aluno estarão engajados juntos, numa aprendizagem interacional e dialógica no contexto formal de ensino. Entretanto, o conhecimento não é algo a ser transmitido pelo professor de forma passiva e compartimentalizada, mas sim, construído a partir de esforços mutuos entre os envolvidos (professor e professor-aluno), em que a autora denomina como uma aprendizagem através de "andaimes"(Scaffolded learning), sendo que esse tipo de ensino-aprendizagem se diferencia dos demais, principalmente, por se caracterizar por uma forma de ensino que modifica o cognitivo do aprendiz. Isso a torna, então, diferente da abordagem caracterizada como "perfomance assistida" ou treinamento de professores que atua exclusivamente em suas ações. Em outras palavras, podemos afirmar que a aprendizagem através de "andaimes" envolve contribuições e descobertas feitas pelos alunos, bem como a ajuda de um colaborador ou professor.
Assim, no texto de Johnson (2009), encontramos uma discussão sobre o papel da mediação dialógica no ensino, aprendizagem e desenvolvimento, e, também, uma análise sobre a qualidade e o caráter da interação entre professores e alunos como meios mediadores que promovem a aprendizagem em andaimes ("performance assistida"), com vista à criação de um potencial para o desenvolvimento cognitivo.
Na perspectiva sociocultural, a formação é caracterizada como um processo cíclico, de longo prazo, de mediação dialógica, na qual os conceitos comuns do dia-a-dia do aluno tornam-se explícitos e podem ser refletidos, e os conceitos científicos são introduzidos, experimentados, e usados em várias atividades, com o objetivo final de promover as habilidades cognitivas do aluno, para que possam atingir as metas ou resolver problemas por conta própria. Portanto, a intenção é fazer com que o aluno seja capaz de encontrar soluções dos problemas a partir dos seus próprios caminhos.